Novo cenário tributário
Diante das recentes mudanças anunciadas pelo governo federal, o cenário para os investimentos tradicionais no Brasil está passando por transformações significativas. A principal delas é o aumento da carga tributária sobre diversas modalidades de aplicações financeiras, o que abre uma janela de oportunidade importante para o mercado de consórcios.
Entre as medidas já confirmadas, destaca-se a tributação de produtos que antes eram isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas.
A partir de 2026, essas aplicações passarão a ter uma alíquota de 5% de Imposto de Renda. Além disso, será implementada uma alíquota única de 17,5% sobre os rendimentos de fundos, ações, criptoativos e outras modalidades, substituindo a atual tabela regressiva que beneficiava aplicações de longo prazo.
O governo também apresentou proposta de aumento do IOF, o que pode encarecer ainda mais operações de crédito e subscrição de alguns fundos.
O Consórcio como alternativa inteligente
Essas mudanças têm como efeito direto a redução da rentabilidade líquida dos investimentos tradicionais. Isso pressiona especialmente investidores que buscam proteger e aumentar seu patrimônio com eficiência fiscal. Neste novo cenário, o consórcio surge como uma alternativa sólida, inteligente e cada vez mais relevante.
O sistema de consórcios, por sua natureza, não sofre incidência de Imposto de Renda ou IOF. Não há come-cotas nem tributos sobre eventual valorização do bem adquirido.
Ao contrário de produtos financeiros, o consórcio funciona como uma ferramenta de aquisição patrimonial programada, com custo total geralmente inferior ao financiamento e sem surpresas fiscais.
Consórcio em tempos de altas de juros
Além da questão tributária, o contexto de juros altos também favorece o consórcio. Com a taxa Selic atingindo 15% ao ano, maior patamar desde 2006, financiamentos tradicionais se tornam onerosos, enquanto o consórcio mantém sua atratividade ao permitir a compra planejada, sem juros, com previsibilidade e custo controlado.
Números do setor: crescimento recorde
Os números refletem essa mudança de comportamento. De janeiro a maio de 2025, foram comercializadas mais de 2 milhões de cotas, o maior volume em 20 anos com o setor movimentando R$ 186,6 bilhões em créditos.
O número de consorciados ativos bateu recorde, com 11,73 milhões de participantes, e o segmento de imóveis se destacou com um crescimento de 44,7% nas vendas de cotas em relação ao ano anterior.
Consórcio como estratégia de patrimônio
Diante desse contexto, o consórcio deve ser posicionado não como um produto financeiro, mas como uma estratégia de aquisição patrimonial.
É uma forma eficiente de construir patrimônio sem os custos dos impostos, ideal para quem já possui reserva de emergência e pensa no médio e longo prazo. Em tempos de incerteza fiscal, ele representa previsibilidade, economia e alocação inteligente de capital.


